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Capítulo I (Parte Final) - Correr para viver

Capítulo I (Parte Final)


Correr para viver
   Lá está, uma mesa farta, só de olhar já me dava fome... Não consigo parar de olhar para a mesa olho para Sheila e ela me dá um sorriso, acho que tenho uma chance muito grande... O homem faz uma breve oração que não consigo escutar, estava muito interessado naquela comida toda... Ele serve a todos na mesa, e começamos a comer.
   - Estava uma delícia papai – Diz o garoto com a boca toda suja.
   E realmente estava, queria pedir mais, mas seria falta de educação.
   - Então meu nome é Bauer qual o seu? – Diz o homem.
   - Meu nome é Steve. Digo
   - Então Steve, o que estava fazendo andando por ai a fora? – Pergunta Bauer.
   - Estava indo ao galpão da farmácia, quando parei no seu telhado para comer algo – Digo.
   O Homem diz para seu filho menor ir para a cama, pois já estava tarde. Eu perguntei aonde poderia ficar e ele me apontou para um quarto no final do corredor, disse obrigado e boa noite a Bauer e Sheila e fui para meu quarto. Já estava na cama quando ouvi alguém batendo na porta, abro e está Sheila, sorrindo para mim ela entra e se senta numa cadeira ao lado da cama, eu sento na cama e pergunto o que ela queria.
   - Bem, queria saber por que estava me olhando tanto na hora do jantar. – Pergunta Sheila.
   - Sabe... Uma moça tão bonita quanto você já deveria saber. – Digo
    Sheila sorri me dá um longo beijo na bochecha e sai, agora minhas chances estão certas! Como já estava com sono, fui dormir. Acordo pela manhã e abro a porta do quarto e Bauer está conversando com Sheila, Eu fico atrás da parede para ouvir a conversa.
   - Esse rapaz, Steve. Ele me parece ser um rapaz legal. – Diz Sheila.
   - Não sei não... Ele me parece estranho... Ele não fala muito. – Diz Bauer.
   Saio de trás da parede e digo bom dia a todos, digo que vou subir no telhado para ver como aquelas coisas estão, subo no telhado e vejo as coisas... Elas estão longe, desço e vejo o pequeno garoto brincado no jardim, entro na casa, pego um livro, e me sento no sofá. Bauer me pergunta se gostei de Sheila, eu digo que a achei muito bonita. Ele me diz que ela e o filho são as únicas coisas que sobraram. Ele disse que a esposa dele tinha fugido de casa depois de tudo isso começar. Ele começa a chorar, e eu digo que meus familiares estão sumidos, mas talvez eles estejam vivos, e que tenho que seguir meu caminho no dia seguinte. Ele me diz que pode me dar suprimentos, mas poucos, pois a comida dele já está acabando.
   Quando ouvimos um grito muito alto do lado de fora da casa, corremos para fora e tem um monstro daqueles no jardim da casa, Bauer corre e pega um taco de baseball e esmaga da cabeça da coisa. Eu o ajudo a jogar o corpo do zumbi para o outro lado da cerca, como será que a coisa conseguiu pular a cerca? Eles estão evoluindo? Não quero nem saber, só quero sair daqui. Mais uma noite e pronto, vou seguir meu caminho. Vou dormir para amanhecer rápido. Chego ao quarto e Sheila diz que sentirá minha saudade e quer se despedir de mim, bom, essa parte já não posso contar para meu possível leitor. Acordo pela manhã e Bauer está na sala me esperando.
   - Bom acho que já está na hora, tome café e vá se quiser – Diz Bauer.
   Chego à cozinha e pego um prato e me sirvo, Sheila senta do meu lado.
   - Acho que quero ir com você. Com o que aconteceu ontem, aqui não é seguro – Diz Sheila.
   Digo que se o pai dela deixar ela pode. Ela vai atrás do pai dela. E pergunta se pode. Ele diz que sim, mas se ela voltar algum dia... Ela diz que irá voltar. Ele dá um abraço caloroso e diz para ela arrumar suas coisas, ele me dá minha mochila cheia de suprimentos, e um taco de baseball, ele me dá um abraço e fala para eu cuidar de sua filha. Sheila pega suas coisas e me puxa pelo braço, abro a porta e na frente do portão tem algumas daquelas coisas, abrimos o portão bem devagar e saímos rapidamente sem fazer barulho. Vou recomeçar minha jornada, mas agora com a ajuda de uma linda mulher.


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Capítulo I (Parte II) - Correr para viver

Capítulo I (Parte II)

Correr para viver 

Abro a porta bem devagar e sem fazer barulho para dar apenas uma espiadinha, eles estão de costa para o armário, não sei o que estão exatamente fazendo, acho que estão comendo um cachorro, pobrezinho dele... Espero que não levante, pois se ele levantar uma mordida e... Então vou sair desse armário bem devagar, muito cuidado... Droga! Esse piso é de madeira! Ele faz muito barulho, então vou tirar os sapatos para não fazer nenhum mísero som... Coloco meu pé para fora do armário, saio bem devagar, tento abrir a porta da frente, ela está emperrada, eu não quero força-la para fazer barulhos, abro a janela, UFA! Ela abre sem problemas, tiro minha mochila jogo ela para fora da janela e saio logo após, eles me ouviram saindo... Mas para minha sorte já estou fora, fecho a janela rapidamente e corro em direção ao galpão da farmácia. Mas antes tenho que subir em um telhado dessas casas para comer alguma coisa... ESTOU FAMINTO! Subo no telhado de uma casa baixa, mas essas coisas não podem chegar até aqui, abro minha mochila, tenho três garrafas e meia d’água, duas maçãs, e um potinho de alguma coisa estragada.
   Tenho que chegar rápido a esse galpão talvez lá tenha comida, às vezes lembro-me da minha mãe fazendo comida, eu desprezava a comida dela todo dia, agora se ela me der dez pratos eu como tudo e peço mais, por falar nisso estou sentido um cheiro bom de carne assando... Será que tem alguém dentro dessa casa? Bem só tem um jeito de descobrir... Me penduro no telhado, olho pela janela, lá dentro tem um garoto! Ele está vivo! Mas ele não está cozinhando, tem de haver mais alguém lá... Quando aparece um homem de dois metros de altura apontando uma shotgun de cano serrado bem pra minha cara... Com o susto largo do telhado, caio e ralo meu cotovelo, ele viu que eu estava vivo, mas depois disso eu desmaiei... Mau acordo e um garoto já está me pedido desculpas, ele pensou que eu era uma das coisas, e me bateu com um taco de baseball bem na parte de trás da cabeça o homem alto me pergunta se fui mordido ou arranhado, eu digo que o único machucado foi meu cotovelo na queda que tive.
   Eu pergunto se eles têm gelo para colocar num galo gigante que estou na minha cabeça.
- Sheila! Traga gelo para o rapaz! – Grita o homem.
   E quando aparece uma linda mulher, uma morena dos olhos castanhos claros, suas curvas perfeitas, uma mulher perfeita.
- Hora do jantar- Diz o homem.
Sigo o homem por um corredor cheio de fotos de famílias, vejo uma mulher que parece muito com Sheila, mas era um pouco mais velha. Então percebi que Sheila era filha do homem, então teria uma chance. O homem puxa uma cadeira e diz:
- Sente-se – Com um sorriso de canto de boca.
Eu olho para o rosto dele e me sento.

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Capítulo I (Parte I) - Correr Para viver

Capítulo I (Parte I)



Introdução


Tenho observado esses malditos... Eles são sujos, fedorentos, com a carne podre e vestindo trapos, bem alguns ainda vestem alguma coisa...
   Sabe, há alguns dias eu encontrei amigos e eles ainda estavam em pé, mas não eram mais humanos, se me é que me entende... Como algumas pessoas pensam, eles não são rápidos e fortes, pelo contrário, eles são como frágeis e flexíveis gravetos, fracos sozinhos, mas juntos... Hunf... Nem queira saber. Quando eles te cercam, você já era, eles te rasgam e o dilaceram como papel enquanto você grita por Deus chorando e orando ao mesmo tempo.
   Já perdi muitos amigos, eles imploravam pra eu voltar e ajuda-los, para alguns eu até voltei, mas já era tarde, ficava muito triste com a perda de um amigo, mas tinha que erguer minha cabeça, pois senão aconteceria a mesma coisa comigo. Tenho meu objetivo de encontrar alguns familiares, acho que estão vivos... A última notícia que tive, eles me falaram em um rádio que estavam bem e que chegasse lá o mais rápido possível, mas isso já faz mais ou menos três semanas, se bem que não estou ligado ultimamente no tempo desde que isso começou, eles estão num mercado a uns 300 km de onde estou.
Bem, acho que já vou seguindo meu caminho, ou tentar, pois no armário que estou está cheio dessas coisas ao redor... Vou tentar sair agora e correr sem olhar pra trás, Afinal... É correr ou morrer.

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Primeiro Post...

E ai galera, meu nome é Allex e estou começando hoje uma pequena série de livros on-line chamado: Correr ou morrer, ela conta a história de um sobrevivente num mundo pós-apocalíptico que vai escrevendo uma espécie de diário a cada dia que sobrevive. Espero que vcs curtam essa história e sintam um friozinho na espinha ao ler cada palavra que acontece com nosso herói. Ah e não esqueçam de divulgar no seu para seus amigos.